sexta-feira, 14 de março de 2008

Eu, bipolar?

Desculpem mais uma vez pela falta de posts, é que eu ando bastante feliz, está tudo realmente legal, nos eixos. E espero que continue assim, hehe...
Bem, tudo começou quando uma amiga minha me disse que a Britney Spears tem Transtorno Bipolar, e eu, que sabe várias coisas sobre doenças psicológicas (por curiosidade, já que acho o cérebro humano fascinante, e também pra ver se me identifico com alguma coisa), já sabia algo sobre o assunto, mas não me lembrava direito. Fui no Wikipédia, dei uma lidinha rápida, e acabei encontrando um link para um blog de um bipolar (http://obipolar.com), achei interessante e entrei. Li várias coisas, achei o blog bem legal por dar todo um apoio, e vi um teste. Ele tem 21 perguntas, e, se você responder "sim" para até cinco perguntas, você provavelmente não tem bipolaridade, e se você responder seis ou mais e acha que essas características têm um nível no mínimo razoável de prejuízos ou problemas, você provavelmente tem bipolaridade (lembrando que sempre deve-se consultar um psicólogo). Bem, pra mim 12 deram sim... Hehe.
Procurei mais coisas naquele blog, me identifiquei bastante, mas não compro obsessivamente, aliás, acho que compro menos que meus amigos...
Fiquei até animada pra procurar um psicólogo, mas sei lá, aí o resto também teria que vir à tona... E como falar pra sua mãe coisas do tipo? Ah, tenho que pensar melhor, mas queria postar aqui antes...
Beijos,
~Venesigno.

domingo, 9 de março de 2008

O garoto que me olhou nos olhos

Bem, pra começar o post, queria me desculpar por não ter postado nada esses dias. Eu vim aqui várias vezes escrever algo, mas nunca achava que o post ficava bom, e o tempo foi passando... Sei lá, sinto que a qualidade dos posts caiu muito aqui. Vou melhorar.
Outra coisa é que cancelaram a minha conta no Hushmail... Vou ter que migrar para algum outro site fornecedor de emails. Ia fazer um no Hotmail, mas já tem alguém que usa o endereço Venesigno lá... Uau! Será que eu já tinha feito conta lá e esqueci? Bem, mais tarde resolvo isso, mas como aviso, não vou poder ler emails. Óbviamente.

Ontem foi um dia um tanto estranho...
Rodei São Paulo, fui no MASP, estavam fazendo uma passeata feminista na Paulista. Depois dessa semana... Hã... "Sóbria", com quase certeza de que pessoas da minha cabeça não existem (tá, saiu bem estranho e maníaco, mas fazer o que, né... presumo estar evoluindo), eis que saio do MASP e vejo um garoto sentado lá na beira da fontezinha que tem perto da entrada. Sei lá, ele me atraiu, foi algo tão singular... Primeiro vi um tênis e uma roupa, depois me deparei com um rosto metade coberto pelas mãos, cabelos castanhos... Não esperava ser vista, sempre sou a telespectadora que assiste aos interessantes... Mas ele me olhou! Nos olhos! Nunca achei que um olhar poderia doer tanto... Senti meu coração sangrar e uma vontade obsessiva de falar com ele... Mas os compromissos me levaram, e nunca mais vi o menino. Pelo menos até agora, né, nunca se sabe.
Eu fiquei tão confusa e com um ódio de mim, depois de passar a semana inteira "limpa", tive uma grande decaída... Eu senti que poderia ser ele... Mesmo voltando ao MASP mais tarde, não o vi. O estranho é que rapidamente as lembranças desse rápido momento foram sumindo rapidamente, como se fossem lembranças de um sonho, depois de um tempo não dá mais pra lembrar direito... Nem lembro da roupa do garoto. Lembro do olhar... Mas está cada vez difícil de lembrar do momento. Não sei se quero esquecê-lo, nem se deveria de esquecer, mas... Queri mesmo falar com ele. Muito.
Tenho que ir,
~Venesigno.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Não acreditem em tudo que vêem... Sério.

O destino sempre me reserva bizarros acontecimentos e ironias pessoais, pra combinar comigo.
Claro, se esse lance de destino realmente existir...
Tem tanta gente que simplesmente fala "olha, pra mim, nada acontece por acontecer", só pra parecer bonitinho... Pra mim, sei lá se destino existe ou não... Só devemos ter em mente que coisas acontecem porque existem pessoas agindo no mundo, reações, tantos fatores que fazem o mundo girar. Pra ilustrar um pouco a idéia, é como aquele ditado popular "o bater de asas de uma borboleta aqui pode causar um furacão lá", claro, acho difícil um bater de asas realmente causar um furacão, talvez indiretamente... De qualquer forma, presumo que vocês entenderam.

Falando em fazer as coisas parecerem bonitinhas, lembrei de uma coisa que aconteceu comigo faz tempo, nem tinha o blog:
Num finzinho de aula, uma professora estava aproveitando o tempo que sobrou e resolveu mostrar aquelas mensagenzinhas e imagens que vêm em e-mails. Ela estava lá, feliz mostrando pra gente aquela apresentação feita no power point. Aí lá foi eu acabar com a alegria dos outros... Chegou numa imagem que eu tinha visto no e-farsas (um site que faz pesquisas e descobre que notícias são mentiras ou verdades e que imagens são montagens ou não), e eu sabia que aquela imagem não passava de uma montagem... Aí eu falei "oh, eu já vi num site que isso na verdade é blá blá blá blá blá". O pessoal falou "ah, legal", e continuamos por nossa aventura.
Aí chegou numa imagem que é até bem famosa, é aquela foto de uma mãozinha de bebê segurando no dedo de um médico, e veio junto dessa foto a mensagem "Essa foto foi tirada numa operação onde a vida do bebê estava em jogo. Quando o médico ia fechar o corte feito na barriga da mãe, a criança colocou sua mãozinha para fora e segurou o dedo do médico, como se tivesse pedindo uma segunda chance para viver. O fotógrafo que acompanhava a operação pôde tirar uma foto, e aqui está ela. Hoje o bebê vive e blá blá...", e os alunos ficaram impressionados, e a professora fazendo maior propaganda da cena. Até que eu falo "oh, também tinha visto essa imagem num site, na verdade o médico estava fazendo uma operação, e nessa parte ele foi chegar os reflexos do bebê, então-"... Eu fui ignorada pela classe inteira, a professora só falou "Eh", rs.
Isso mostra como as pessoas às vezes preferem se iludir... Eu, na minha situação, fiquei rindo né... Pelo menos me fez sentir superior, rs. Acho que todos precisamos de algo pra se apoiar. Histórinhas bonitas, destino, religião... A raça humana tem um fardo muito grande pra carregar, tem que suportar os próprios pensamentos... Não vejo problemas em querer uma motivação de vez em quando.
~Venesigno.

* Para quem quiser ver no e-farsas aquele e-mail do bebê,

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sem muitas novidades...

Olá,
Esses dias têm sido muito bons para mim.
E talvez eu comece a fazer aulas para aprender a mexer no Macromedia Flash, sempre quis fazer uma aula do tipo, então acho que eu vou gostar bastante!
Espero que as coisas cotninuem assim. Tudo bem que quando eu estou... Hã... Normal, não tenho tanta vontade de postar aqui.
Queria colocar aqui no blog um poema que fiz para a escola, mas não vou poder, afinal, o blog é anônimo...
Bem, não tenho muito o que falar... Resumindo, tudo parece continuar no mesmo, mas os dias estão mais felizes...
De vez em quando deixo indiretas pelo nick do msn, todos perguntam sobre as indiretas, menos as pessoas que me interessam, é sempre desse jeito, rs.
Sem mais,
~Venesigno.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Histórinhas de Venesigno

Hoje eu acordei bem. Acho que melhorei finalmente... Como o mundo é lindo!
Bem, ontem eu havia feito um desenho infantil (propositalmente) e escrito em cima "ThE bigesT dreAm", e embaixo "thAT doEsn'T exisT...?" com letras macabras, acho que ficou legal e significa muitas coisas pra mim. Ah, o significado dessa frase é "O maior sonho que não existe...?", e o desenho é uma garota olhando melancólicamente para cima, com uma das mãos no coração, e a outra encostando na parede de espelho que tem atrás dela, e no espelho, como se fosse um reflexo, um garoto na mesma posição. Nessa mesma folha eu escrevi coisas que podem me ajudar futuramente.
Hoje, como se fosse uma continuação daquele desenho, fiz no mesmo estilo um "I KiSsed tHe dReam (oR Boy?)", o desenho de uma garota beijando um espelho, "froM thE oTheR siDe.", ou seja, "Eu beijei o sonho (ou garoto?) do outro lado". Vou explicar. Como quem acompanha meus posts deve saber (ou seja, praticamente uma ou duas pessoas, rs), eu tenho "medo de espelhos", é algo do meu... problema. Hoje eu olhei pro espelho e finalmente encontrei meus olhos do outro lado, figuramente falando, claro. E então eu automaticamente lembrei do desenho que tinha feito, e então, sem pensar, "me" beijei. Isso deve estar parecendo ridículo, mas esses dias eu não conseguia ficar me encarando por muito tempo no espelho, e eu pensei no meu "sonho". Falando assim deve estar estranho, mas foi uma cena fofa (se bem que não sou muito confiável pra falar isso).
Hã... Tenho que ir agora, quase que me flagaram digitando aqui, então até mais.
~Venesigno.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Voltando...

Olá, faz tempo que não venho aqui, hehe.
Não aconteceu nada que senti necessidade de contar, então... Não contei. Hehe.
Hoje foi um dia meio ruim pra mim. Comecei feliz e blá blá blá, primeira aula ok, depois só fazia (desculpe o termo técnico) cagada atrás da outra. Aí comecei a pensar em como minha vida era simples e tranqüila antes das férias de verão, em como eu estava feliz comigo, meus amigos, o mundo era simpático e as pessoas não diziam insultos que não sabia se devia considerá-los ou não. Bons tempos, bons tempos.
Hoje, além das cagadas e dos meus pensamentos impulsivos depressivos, enquanto eu respondia uma questão na lousa na frente da classe e o pessoal fazia bagunça, gritaram me chamando de " gostosa!". Ficou meio confuso, mas foi algo como "Fulana gostosa!", em tom irônico. Sinceramente eu não sou muito diferente das minhas amigas, mas eu tenho certeza que não fariam isso com a minha amiga "Ciclana", só porque ela é mais sociável (também conhecido como "popular") que eu... Bem, eu não sabia se deveria considerar como "ele fez brincando, faz parte da natureza retardada dele e de sua necessidade de aparecer" ou como "tem razão, eu sou uma fracassada que leva insultos o tempo todo sem fazer nada, vou ficar aqui sentada enquanto vocês podem usar essas pedras à sua esquerda para se divertirem jogando-as em mim". De qualquer forma, a professora presente mandou o garoto pra diretoria ao invés de apenas ignorar mais um alvoroço. Sério, achei totalmente sem lógica ela mandá-lo pra fora, já que, se ela apenas tivesse feito de conta que não ouviu, o resto da classe não teria dado bola, não teriam olhado para meu rosto para checar como eu estava diante da situação, não teríamos que ter parado a aula (e dessa forma eu não ficaria parada na frente de todos esperando um garoto sair da sala), e ela nem ao menos foi com ele até a diretoria, claro que se ela fosse seria pior pra mim, que ficaria com cara de tacho lá parada, mas como ela não foi com ele, ele provavelmente se safou de uma aula chata e ficou no corredor de papo pro ar.
Pensando agora, será que ela fez isso porque eu aparento ser fraca ou algo do tipo? Sei lá, na 5ª série meus amigos achavam que eu era que tinha mais chances de ser possuída... Tá, não vem ao caso e é uma loooonga história, mas se tem uma coisa que eu NÃO sou é fraca... Depois do que aconteceu hoje é óbvio que eu não ia começar a chorar lá no meio, ou então é óbvio que eu não ia lá na diretoria falar "ah, e minha professora não fez nada, ela ficou só olhando", afinal eu nem me ofendi tanto e isso seria um tanto infantil...
Tá, pulando esse humilhante episódio, vamos para a parte melancólica do post...
Meu pai buscou eu e meu irmão hoje na escola, e como ele tava em horário de almoço, tínhamos que ser rápidos... Assim que a aula acabou, arrumei meu material e tirei meu celular do vibratório. Olhei o visor do celular, "uma chamada perdida", era meu pai, liguei pra ele (a ligação estava péssima) e ele disse que estava no portão principal esperando-nos. Desci as escadas voando, corri pelo corredor empurrando pessoas e pedindo licença (e de vez em quando desculpas), até que finalmente cheguei no carro. Meu pai tentava falar com meu irmão pelo celular, e pelo jeito a ligação deles também estava ruim. Ele desligou e comentou que o trânsito naquele horário é uma loucura (não era um tom exatamente simpático), e depois de uns segundos esperando meu irmão, ele perguntou se ele estava vindo e disse que não tinha o visto no corredor. Cinco segundos depois ele chega e entra no carro, e então meu pai fala "Nesse horário aqui fica cheio de gente, é horrível pra pegar vocês", pausa, "Meus filhos são os mais lerdos também", em tom de decepção e ameaça. Olha, pode até parecer bobeira pra vocês, mas vocês não sabem como isso doeu em mim. Eu não agüentei mais, eu olhava para os alunos saindo pelo portão, vi alguns que havia ultrapassado chegando bem depois de mim, eu pensei "como ele pode dizer isso, eu quase caio na escada, eu levo ele à sério e o respeito, tanto que corri para chegar rápido aqui, por qu...", eu tinha que falar alguma coisa, eu apenas disse "Mas eu vim correndo...", inútil. Eu não podia mais agüentar, meus olhos se encheram de água, não podia chorar, não podia chorar... Até que de repente duas gotas escorreram pelo meu rosto. Pelos meus posts até parece que meus pais são pessoas insensíveis, mas é meio difícil essas coisas acontecerem, por isso eu fico tão abalada. Parece até que às vezes eles vão vêem o quanto eu me esforço para fazer boas coisas, e no final eles acabam me repreendendo por uma coisa que eu fiz por eles... Nossa, eu fiquei acabada, eu queria muito alguém pra me consolar, pra falar que está tudo bem... Não falei isso pra ninguém, ninguém me consolou. Sei lá, nem precisam saber o motivo, só queria ouvir que vai ficar tudo bem, que as coisas vão ficar legais de novo, que as pessoas podem me sentir aqui... Eu me sinto tão sozinha às vezes... Por isso que hoje fiquei muito feliz de descobrir um amigo que é bem parecido comigo em alguns aspectos.
Bem, por hoje vou escrever só isso, queria escrever mais algumas coisas mas vou deixar pra outro dia. Obrigada por me "ouvirem".
~Venesigno.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Há um bloqueio

Olá.
Descobri que não devo ter me recuperado totalmente de ontem. Pela internet, no começo estava meio insegura, mas depois consegui me relacionar normalmente. Porém, hoje, não faz muito tempo, uma amiga minha me ligou. Além de eu ter tido um "ataque de espirros" no momento, algo me empedia de falar como costumo. Sei lá, meu jeito irônico porém otimista estava lá, mas duas coisas faziam com que eu não conseguisse nem pensar no que dizer. A primeira coisa eram os espirros, óbviamente, a segunda eu não faço idéia. Eu fiquei bem desconfortável, e acho que a minha amiga se chateou comigo. Fiquei chateada, já que o assunto me interessava. Tudo o que consegui responder além das coisas básicas como o "sim" e o "não" foi uma frase que, do mesmo jeito, soou forçada. Ela me falava de que algo maravilhoso que ela sempre sonhava aconteceu, e por isso ficou muito surpresa e feliz, nem conseguiu conter uma risada. "Puxa, mas isso é bem legal (segurando espirro), algo que você sonhava acontecer de verdade!". Ah, eu também queeero.

~Venesigno.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Estou doente

Ontem eu passei mal, estava com dor de cabeça e dor no corpo, tossia, além de que estava desanimada. Em alguns períodos eu ouvia música e me animava, e automaticamente toda a dor passava, mas passado um tempo eu fica meio mal novamente... Passei grande parte do dia na cama, pensando, me torturando por confundir pensamentos com realidade.
No dia seguinte (hoje), acordei tossindo. Desliguei o despertador e sentei na cama. Podia perceber que ainda não estava muito bem, e, como sempre, comecei à imaginar se meu despertador estava atrasado, ou se eu dormi por dois dias (essa foi até meio idiota, por motivos óbvios), essas coisas. Fui me arrumar para mais um dia, e decidi não ouvir música enquanto o fazia, talvez este tenha sido um erro.
Pulando algumas partes, esse foi um dia que parecia não existir. Eu não queria estar lá. Minha voz sempre saia baixa, como se pedisse para a ignorarem. Meus olhos olhavam as pessoas descaradamente, como se elas não pudessem me ver. Eu ignorava frases, e apenas fazia o que tinha que fazer. E, o pior, o que me deixava doente, desconfortável e gelada, era o fato de que me sentia como se meus sentimentos tivessem me abandonado e que nada valia à pena. Como as palavras que escrevi durante uma aula: "É como se tudo estivesse branco e preto, e como se meus sentimentos tivessem me abandonado".
Tentei ouvir música no recreio, sem muito sucesso, porém ouvir fatos engraçados de um amigo meio que me despertou. Ainda não estava muito bem, mas o mundo não era mais uma escala de cinza em movimento.
Quando minha mãe me buscou na escola, fomos em um cliente dela. Depois, nos desentendemos, e ouvi um 'delicioso' "Eu criei você muito mal", após eu tentar ser especialmente educada, sem a atrapalhar.
Tirando 95,9% das coisas que aconteceram hoje, meu dia até que foi bom. Ele ainda não acabou, mas gostaria que acabasse.

~Venesigno.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Acho que foi nesse post onde usei mais "não"...

Hoje foi um dia desanimador para mim. Comecei alegre, mas à medida em que o tempo e a aula passava, começava à pensar comigo mesma. Tenho pensado se chegará um aluno novo na classe que é legal e é como eu. Mas tenho imaginado tanto que é como se eu realmente achasse que isso vai acontecer, e enquanto a monótona aula de gramática andava, eu tentava abrir os olhos para a realidade. Acho que fiz certo, afinal de contas, iria acabar me magoando no final.
Outro motivo por eu estar desanimada é que eu comecei a pensar muito, e cheguei num pensamento de que somos prisioneiros do tempo e do sistema. Não dá pra voltar atrás, não dá pra fazer o que você bem entender, não dá pra ver como as coisas serão, não dá pra fugir do seu mundinho quando você quiser, não dá pra simplesmente gritar que você quer alguém, não dá, não, não e não(!), não importando o quanto você deseje uma coisa, mesmo que com TODAS as suas forças e esperanças, ela não vai acontecer só porque você quer. Contos de fadas e desejos mágicos não existem só de ficar parado, olhando para uma maçaneta, esperando com que alguém a abra e se apresente como "seu novo melhor amigo". Infelizmente, não temos controle sobre o que queremos agora e sobre o que iremos querer no futuro, então acho que é até melhor não existir essa coisa de três desejos e um gênio da lâmpada.
Mas agora acho que estou bem. Quero fazer algo um dia para lembrarem de mim, e quem sabe ficar na história. Será que posso ficar conhecida como "bloguista de algumas palavras sem sentido"? Hum... Acho que não, eu sou anônima.

~Venesigno.


PS.: Caramba, acabei de perceber que digitei esse post, ia colocar um título e resolvi ir dormir! Como posso ter esquecido que eu não tinha postado isso ainda?? Deve ser a idade...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Lamentar por uma mariposa...

Estava na classe, aula de matemática.
Percebo que minha amiga, que estava na minha frente à esquerda, olhava pro chão de modo estranho. Aí EU olho pro chão. E a tal mariposa de que estavam falando ia assustada em minha direção. Olho para minha amiga, ela olha pra mim, e seu olhar me pediu para dar tchau pra mariposa... Aí eu dei um pisão no bichinho. Olhei de volta para ela, e ela deu um sinal de positivo com a mão. Nessa hora até me senti como se tivesse feito um ato heróico, afinal outros também me "parabenizaram" pelo incrível feito.
Passado isso, voltei à fazer os exercícios, então ouço uma voz me chamar... Viro e é uma outra amiga minha, que estava atrás à esquerda. Então ela aponta para o cadáver no chão e diz... "Foi você?"Acenei com a cabeça. "Por quê?", e eu apenas olho para ela, e depois para meu melhor amigo, do meu lado, que via tudo. Ele parecia estar se divertindo, já que geralmente quem dá o sermão (principalmente nele) sou... eu. Aí eu olhei para ela de novo, e ela repetiu a pergunta. "Por que fazer isso?", e eu apenas fiz uma expressão de "Como assim 'por quê'?", duas vezes. Então eu pensei comigo mesma... "Não tinha o direito de matar uma mariposa só por causa de um olhar ou porque ela vinha em minha direção", e me perguntei... Por quê? Por que diabos eu matei a droga de uma mariposa?! Se sou EU que geralmente defendo seres vivos assim...? E, depois de um tempo, aquela mesma amiga me chamou de novo. Eu só pensei "ai...", e ela disse... "Ehehe, ela (a mariposa) tinha subido na minha perna, e...", e então ela começou a contar o que a tinha acontecido, meio que para me confortar. Puxa, pra ela ter feito isso, eu devia ter ficado com uma cara beeem decepcionada, hein...

~Venesigno.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

1 + 1 = 2, que eu me lembre, claro

Alguns números para relembrarmos a matemática, com as aulas voltando:
- 1º dia de aula;
- 0 alunos novos;
- 60% de ansiedade para este ano;
...E um pouco de esperança para alunos novos aparecerem ao decorrer do ano.

Bem, resumindo, hoje foi um dia normal, sem nenhum acontecimento muito drástico que afetasse minha vida e nem humilhações e/ou clima triste. Ainda estou bem chateada por ontem, mas dá pra ver o sol entre as nuvens.
Estou feliz! Minha "saúde mental" está ótima, me sinto... Normal?
Pensando um pouco, posso pensar porque estive por um período tão ruim. Quando entrei de férias, não queria. Sei lá, estava bem do jeito que estava.
Por ser tirada à força do meu mundinho ao qual estou acostumada, minha cabeça não pôde se acostumar a este outro mundo.
Tá, pode ser estranho eu falar "outro mundo" e etc., mas, pra mim, as coisas são como divididas em algumas partes. Por exemplo, quando vou viajar, é como se fosse outro mundo. Quando estou de férias, é outro. Tem alguma ligação com aquela sensação de estar em um lugar ao qual não me encaixo. E, pelo o que parece, o meu lugar é aqui.

Algo me diz que esse ano está reservando uma coisa muito legal para mim e meus amigos... Bem, isso é meio óbvio porque agora estou na 8ª série, e vou me formar, né, mas tirando isso... Estou ansiosa para viver! Só que não dá pra confiar muito nesse "algo me diz", porque eu sempre fico ansiosa pra ver como será o ano... Tirando um ano aí que teve, em que "algo me dizia" (ixe...) que aquele ano seria meio parado, e, bem, eu acertei. Dã.
Bem, terminarei este post ao som de "Pais e Filhos"... "Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar"... Peço para que amem as pessoas como se não houvesse amanhã, porque nunca se sabe quando o amanhã da sua pessoa amada não chegará...

~Venesigno

domingo, 27 de janeiro de 2008

Eu te amo...

Fiquei sem internet ontem e antes de ontem, pelo fim da tarde.
Adoraria falar sobre algo estranho que aconteceu comigo nesse meio tempo, mas eu não vou conseguir falar de outra coisa à não ser do que houve hoje de manhã, agora pouco.

Uma de minhas gatas, a Pantera...
Ela foi atropelada e acabou morrendo.
Eu poderia fazer tantas coisas pra mudar isso... Não estou me culpando, não é culpa de ninguém. Mas eu queria muito, MUITO, que ela não morresse.
Caramba, eu pensei em tantos momentos que passamos juntos... Ia fazer um ano que ela está com a gente!, e ela era nova ainda, apesar de ser mãe. Como eu explico pra filhote dela que a Pantera não vai mais voltar? Que ela morreu?
Queria tê-la feito mais feliz hoje. Queria a abraçar. Queria que ela estivesse aqui, comigo.
Ah, Pantera...
Ah, Pantera.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Que covarde, hein, ter medo do próprio reflexo...

Bem, no final acabei não postando mais nada ontem, mas é que eu estava com dor de cabeça, por isso fui dormir mais cedo...
Tive dois sonhos. Um deles não tem muita importância, foi mais um sonho louco que é até engraçado relembrá-lo.
O outro foi um... Pesadelo. Após a parte idiota e sem sentido do sonho, eu lembro de ter saído do carro e entrado num banheiro público. Me olhei no espelho, logo que entrei, e meu reflexo estava com um sorriso ensangüentado, com um olhar meio malígno, embora eu, de verdade, estava assustada, cobrindo minha boca delicadamente, com as duas mãos, como em uma expressão de susto. No exato momento mil coisas vieram na minha cabeça, andei um pouco pelo banheiro meio escuro, ainda me olhando no espelho, e meu reflexo olhava fixamente para mim. Lembro que ele (o reflexo) mudou a expressão, mas não me lembro muito bem como fora. No sonho, eu não queria sair do banheiro, eu só pensava "eu perdi o controle", e pensava se tudo aquilo era real mesmo... Foi então que percebi que estava sonhando, tentei sair do sonho de todo jeito, fui até a parede perto da porta, e apoiei minha cabeça, como uma criança se escondendo... O pior dos pesadelos é que não dá para fechar os olhos.
Coloquei minhas mãos na minha cabeça, pressionando-a, e tentei acordar. Eu sei acordar de sonhos, mas aquele estava me prendendo. Eu estava desesperada, aquele pesadelo não queria me deixar, pensei como as coisas continuariam quando eu saísse pela aquela porta, ainda mais que estava com minha família no sonho, tinha medo do que eu faria e o que eles fariam comigo...
E então... Escuridão. Eu não acordei, mas parei de sonhar. Porém, tudo ficou escuro. Eu estava apenas dormindo.
Algum tempo depois eu acordei. Olhei para cima, e repensei a frase assustadora. "Eu perdi o controle". Não creio que isso acontecerá de fato, mas... E se acontecer??

~Venesigno.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

É sério, eu sou uma garota alegre!

Já pensei em mover o meu blog para o wordpress, e já até cheguei a aprender usá-lo, mas o sistema do blogger é mais vantajoso para mim. Ele é simples e não me dá problemas.
Outra coisa sobre o blog é que eu queria mudar o template. Queria um simples, que tivesse algo a ver comigo e que não fosse nem muito melancólico (se não vão pensar que eu sou uma garota deprimente que só fica lamentando a própria vida), nem muito alegrinho (aí vão pensar que eu sou uma feliz e saltitante garota que adora coisas "cutes").
Já achei dois dos quais gostei muito, mas não sei se vão combinar com o blog. Por uma estranha coincidência, os dois tem a imagem apenas das pernas de uma garota, que está usando botas e um vestido curto. Ah, e o template pode ser considerado... Emo. Tá, tá, eu gosto de algumas coisas que são consideradas de emo, eu gosto de listras, eu gosto de estampa xadrez, eu gosto de cabelos coloridos (uhu), eu gosto de all star, etc. e tal, mas eu não sou emo. Mas já me chamaram de emo, uma vez... E, nossa, isso me traumatizou. Tenho dó é dos verdadeiros emos. Grande parte da população brasileira tira uma deles.
Bem, por enquanto é só isso, ainda não ouvi música hoje e estou afim, então provavelmente eu voltarei para escrever algo melancólico e emo. Até mais.

~Venesigno.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008


http://fc05.deviantart.com/fs11/i/2006/196/9/3/Stick_People_Drawing_by_JohnSu.jpg

Um post que não ficou muito legal...

Estava ouvindo música e conversando com meus amigos pelo MSN.
O assunto de estojos era interessante, e me lembrei de um que comprei num lugar que me dava uma sensação estranha, como tantos outros... Algumas dessas sensações, como posso descrever, são como se "o medo me acolhesse", tanto que eu me sentisse segura. Dá pra entender?
Eu gosto dessas sensações, apesar de darem um pouco de medo ou me assustarem. Mas o que me dá mais medo é que elas me deixem... E hoje em dia não sinto mais tanto essa sensação como antes.
Tem outra sensação que é horrível... Nem sei como posso pensar sarcásticamente enquanto as tenho. Ela simplesmente me martela. Apesar de ter tido apenas umas 2 ou 3 vezes, de vez em quando ela vem me atormentar em pequenas coisas. O estranho é que essa sensação, em seu pior "modo", eu só tenho quando estou com dor-de-cabeça.
Bem, de qualquer forma, não gosto de falar sobre as minhas sensações. Não dá pra falar muito metafóricamente sobre elas, e isso tira um pouco meu charme (lol)~
Hum... Outra coisa! Queria agradesser pelos comentários. Realmente não achava que pessoas me 'ouviriam', mesmo. Meu senso de agradecimento me faz ficar com vergonha, então, desculpem qualquer incoveniente!
Infelizmente, não sei mais o que escrever nesse post que tenha a ver com o assunto com o qual comecei, então vou acabar por aqui mesmo sem nenhum final sarcástico ou algo do tipo....

~Venesigno.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Gula?

Eu ando com fome.
Não sei, é como se tivesse uma espécie de eterna vontade de comer alguma coisa em mim.
Claro, não é eterna, porque isso está acontecendo nesses dias apenas.
Pensando um pouco mais, é como se tivesse um vazio em mim. Algo faltando.
Talvez algum compromisso? Um novo plano para o futuro?
Algo que possa me deixar ansiosa, onde eu possa trabalhar duro?
Bem... Enquanto isso, eu vou comendo.

~Venesigno.

Um dia de chuvas e dois horários.

Porta trancada.
Janela aberta.
Luzes apagadas.
Barulho da chuva.
Vento. A luz lá de fora.
Não dava, não dava, estava tudo muito escuro, meus olhos doíam ao olhar para uma segunda fonte de luz, que saía do monitor do computador.
Acendi a luz. As coisas ficaram menos aconchegantes. Apaguei a luz, fechei a janela. Perfeito.
Sentei, escrevi um pouco, e pude ouvir as goteiras. Espero que não molhem minhas roupas.
Vi o relógio e calculei que não daria tempo. Preciso desligar o computador às 16h40, para então poder sair de casa e encontrar-me com pessoas. Queria ouvir música. Queria escrever mais, sentir... Mas, acabei me deparando com um amigo pelo MSN com quem não falava à tempos, e, claro, família e amigos são mais importantes.

...
Está ficando mais escuro, meus olhos estão sendo forçados.
O tempo, o tempo se esgotando.
Não vai dar tempo. Nem uma música...?
Droga, vou tentar.

...
Ouvi gente gritando.
Meu amigo teclando.
E os sons da guitarra (ou seria um baixo? Não sou boa nisso) começaram.
...

(Ouvindo)
14h40. Dane-se.
...

~Venesigno.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Olá, me desculpem pela demora de meu retorno.
Andei ocupada.
Existem pessoas que, realmente, são desprezíveis.
Minha vizinha, por exemplo. Ela fica gritando, gritando, falando mal de nós, pobres moradores indefesos. Ela coloca todos os outros vizinhos contra nós. Mas, também, ela parece não cuidar da própria vida, diferente de nós, que temos coisas mais úteis para fazer do que ficar mudando a mente das pessoas.
Eu não vou dizer que a odeio, mas também não gosto dela. Por quê? Porque eu não gosto de gente falsa que costuma machucar outras pessoas, principalmente as que eu amo.

~Venesigno.