segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Olá, gostaria de lhes dizer que vou viajar (eba) e só voltarei daqui uma semana.

Enquanto isso, aproveitem a minha ausência.



~Venesigno

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Dá pra procurar algo que não existe?

Que pânico!...
Gostaria de gritar ao mundo o que eu penso, gritar que eu quero fazer a vida de alguém melhor (quem sabe esse alguém pode me ouvir?), quero procurar e, desta vez, achar!
Queria achar alguém que pudesse me explicar sobre o mundo... Ou então alguém que me convide para entrar em sua vida e conhecer cada sensação e sentimento de seu mundo. Ou alguém que seja como eu... Alguém com quem compartilhar idéias.
Sorte que tenho pessoas especiais na minha vida. Mas nenhuma delas é como eu. Ninguém é como eu. Mas queria encontrar alguém que sentisse como eu sinto...
Eu já procurei, mas não encontro; Já esperei, mas ninguém chega... Mas eu sei que, um dia, eu vou ver esta pessoa e vou conhecê-la.
Enquanto isso eu vou sonhar... Porque se eu não sonhar, ninguém vai sonhar por mim.

~Venesigno.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Um mundo ao qual não pertenço

Estava em um hotel, e passava na televisão "Central do Brasil" (um filme brasileiro que é muito bom, diga-se de passagem). Já havia assistido-o antes (há um bom tempo, na verdade), e naquela primeira vez eu passei mal. Não sei explicar, dá uma sensação estranha. Minha vida é feita de sensações. E às vezes, parece que eu vou para lugares onde não tem espaço pra mim, como uma viajante. E nesses lugares, embora ainda sejam aqui, planeta Terra e etc., eu me sinto diferente... Não sei explicar.
De qualquer jeito, sempre me senti assim quando vejo esse filme. E a sensação é horrível, me dá um desespero, me dá medo, angústia. Então não suportei assistir e resolvi dormir. Porém, não conseguia mais dormir. Não conseguia acordar daquele sonho, daquele mundo. Resolvi olhar pela janela. A vista era realmente muito legal, ver os carros passando (apesar de que eram 2h da manhã, haviam tantos carros), e era legal lembrar que as pessoas que estavam lá dentro tinham algum objetivo naquele momento, e tinham uma vida inteira para contar. Fiquei muito tempo vendo as luzes que saiam das ruas e se transformavam na única fonte de claridade do quarto escuro. Encostava suavemente meus dedos no vidro, e via a silhueta que se formava. Gosto da minha mão, apesar de às vezes não poder compreendê-la.
Então, olhando para a construção em frente, acabei encontrando o reflexo dos meus olhos. Levei um susto, porque, assim como minha mão, às vezes não consigo compreender meu rosto. Às vezes não, muitas vezes. Me bateu uma sensação de desespero, e me virei. E, infelizmente, acabei encontrando um espelho no outro extremo do quarto, e via a silhueta de uma garota que era... Eu. Não suportava olhar para o espelho, então me virei.
Depois resolvi deitar na cama e ouvir música (viva meu iPod nano!), e a música se infiltrou naquele pesadelo e me tirou de lá. Foi então que desliguei o mp3 e dormi.
Hoje, pensando nisso, é como se aquela sensação nem tivesse existido, não lembro como ela era. Mas eu sei que passei por aquilo. Gostaria de saber o porque de eu ser assim, mas tenho um pouco de medo também. E tenho medo de ser normal. Ser diferente é bem mais divertido.

~Venesigno.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Até.

As crianças não compreendem a morte.
Parte delas, quer dizer.
Quando eu era menor, eu não era uma idiota, claro que eu sabia o que significava morrer... Mas o meu "significava", não era algo que significava nunca mais. Era apenas... Tchau.
Sei lá... Eu não pensava nos bons momentos que eu e o falecido passamos juntos. Talvez porque as pessoas que perdi quando pequena não haviam tido a chance de ter bons momentos comigo.
E então passou um tempo, e não encarei mais nenhuma morte, até um dia em que, passados anos e anos, um gatinho recém-nascido que tivera sido resgatado da rua morreu, sob meus cuidados. E então eu chorei, muito. Não pelos momentos que passamos juntos, afinal, não tive nem chance de conhecer o bichinho. Mas pelos momentos que passaríamos. E como era injusto ele ser largado por um humano cruel e horrível, sem se importar que aquele gatinho iria sofrer até sua morte, sem se importar nos planos para o futuro, SEM NEM SE IMPORTAR QUE ELE NUNCA APROVEITARIA A VIDA QUE LHE FOI DADA! Caramba, ninguém tem o direito de tirar a vida de alguém desse jeito! (Acho que me empolguei...)
Agora, outra coisa. É estranho sentir falta de alguém que nunca conheceu, não é? Mas... Como seria a minha vida se eu tivesse conhecido-o? Eu soube pela minha família como eles eram... Porém, nunca pude sequer vê-los pessoalmente. Pois eles se foram. Se foram para nunca mais voltar. Nunca mais. E um deles parecia ser tão parecido comigo... Seria muito legal conhecê-los. Só que não vai dar, né. Quem sabe depois? Não sei...
Mas, pensem bem. Natais que poderiam ter sido passados juntos, costumes deixados... É doloroso pensar nisso. Puxa, mas que época para escrever sobre morte, não?
Só que nós devemos de seguir em frente sem aqueles que ficaram para trás. Pois eles sempre vão sobreviver em nossas memórias ou então nas memórias que desejaríamos ter tido, até que o último fragmento seja levado em vão.
Pessoas são tão preciosas, não é mesmo?... Tenho tanto medo de perdê-las. Perder aqueles que me fazem ter os pés no chão.
Por isso aproveite cada dia com as pessoas importantes para você. E não se canse de fazê-las felizes. De dizer o quanto elas valem para você. Porque assim você não vai ter que se preocupar com as coisas não ditas e momentos não aproveitados... Apenas... Viva.
Porque um dia você irá morrer. E seria maravilhoso que os fragmentos demorassem para serem levados pelos ventos...

~Venesigno.


Feliz Natal para Vocês!

domingo, 16 de dezembro de 2007

Depois são os filhos que são pestinhas...

Ontem fui ao Shopping Eldorado (deve de se escrever deste modo).
O banheiro feminino estava, como posso dizer... Um pouco mais do que lotado? A fila para usar a cabine ultrapassava a porta do banheiro.
Isso sem contar que a loja de brinquedos estava lotada também. Claro, falta apenas uma semana para o Natal! Hora de comprar os presentes. Aliás, estava naquela loja para fazer justamente isso: comprar presentes para primos e etc. Lá até tinha um pônei de mais ou menos uns 70 cm... Ele relincha, agüenta o peso de uma criança, pisca e mexe a boca, e é sensível a sons. Apenas 1800 reais em média... Uau, encomendei uns 10! Mal espero para cavalgar neles, isso é, se eles mexessem as patas.

Continuando, não é sobre isso que quero falar... É sobre os banheiros mesmo. Não sei quanto aos garotos, mas, meu Deus, se ouve cada coisa lá no banheiro feminino...
Outro dia eu mesma fui a vítima. Na cabine ao lado eu sabia que haviam uma garotinha pequena e sua mãe. Então a mãe começou o show... "Vai lá! Força! Força! Vaaaai!" (alguns segundos de paz e silêncio depois) "Issoooo! Muito bem! Que cocôzão!"... (Desculpem pela frase anterior!)
Nossa, eu não sabia se ria ou se vomitava... Enfim, eu não sou a única a passar por isso! Uma amiga minha já teve a honra de ouvir e ver uma mulher cantando e dançando "É hora de fazer xixi... É hora de fazer xixi..."; Na hora em que ela contou isso à mim e aos meus amigos, nós ficamos boquiabertos. Mas depois ela percebeu que esqueceu de nos contar o insignificante fato de que ela estava com uma criança.
Depois desses "espetáculos", não duvido mais do que dizem: "Uma mãe é capaz de fazer qualquer coisa pelos filhos", ou então para deixá-los felizes. Só espero, para o bem dessas crianças, que quando maiores elas parem de fazer esse tipo de coisa... Não seria muito agradável... Para ninguém. Para ninguém MESMO.

~Venesigno.



sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Hoje

Nada à declarar...
Só que meu email tá dando problemas.
É até meio estranho escrever esse tipo de coisa aqui, mas ainda lembro que isso é um blog, né.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Agora que posso pensar melhor...

____Ela se levantou da cadeira que ficava em frente ao monitor do computador, virou e jogou-se na cama, que sobre ela haviam alguns bichinhos de pelúcia. Em meio as almofadas e travesseiros, espreguiçou-se, e neste momento sentiu um pouco de ansiedade. Ansiedade... Algo tão presente em sua vida. Felizmente, esta sensação sempre à deixou animada, feliz. Apesar de não passar muito bem, pelo menos seu estado emocional a encantava.
____Começou a olhar para o teto, pensando um pouco nela mesma e nos mistérios que o futuro lhe reservava. Pensou em escutar um pouco de música, em especial uma das músicas que encontrara estes dias em um site, e das duas que descobriu, ambas lhe eram muito emocionantes e especiais. Talvez por causa disso, sentiu medo de escutar a música. Seu estado de espírito estava diferente de quando havia escutado estas músicas pela primeira vez. Tinha medo de não apreciar a melodia corretamente, tinha medo de não conseguir sincronizar cada pensamento e emoção em cada nota do som que gostava tanto. Mas resolveu tentar, afinal, nestes dias não tem muito o que fazer.
____Ela estava se sentindo diferente dos dias anteriores, finalmente ela "voltou à si". Desde o amigo secreto que tivera feito com seus amigos no domingo passado, ela não era a pessoa que conhece desde que nasceu e que viveu tantas emoções junto. Aquela outra pessoa voltara para assombrar-lhe mais uma vez. Aquela pessoa que ela já não sabia mais se era sua imaginação de que ela realmente existe, ou se os pensamentos e sentimentos dela existem de fato. Ela aparecia para confudir-lhe a mente. Uma pessoa que, para descarregar um pouco suas emoções, escrevia. Uma pessoa que se chama Venesigno. E não é ela quem lhes escreve agora, embora tenha vontade.
____As duas, que sempre viveram em conjunto, não sabem se são mesmo duas ou se são apenas uma. As duas não têm medo de morrer... Porém, enquanto uma delas precisa viver para o bem de quem a ama, a outra tem a curiosidade de saber como é morrer. Mas a original é mais forte. Ela sabe que é. Por isso não faz tantas besteiras como de costume. Ela, na verdade, até gosta da compania... É como se o seu outro interior, o seu lado irônico, sínico e desesperado a completasse, fazendo assim, ela ser quem ela realmente é. Por isso ela não quer que ela se vá, embora muitas vezes ela deixe-a tão confusa e às vezes até mesmo doente... Porque sem ela, o seu original não será original. E então ela se tornará mais alguém no mundo, que sabe o que quer da vida e esquece de sonhar... E ela será normal e comum... E não terá mais histórias que quer contar, e as sensações que, embora a fazem doente, quer experimentar, e pensamentos que quer aprender... Com aquela que se chama...

~Venesigno.

Pobres crianças

Acho que finalmente voltei ao normal, mas eu sei que não vai ser por muito tempo.
Tenho até um pouco de medo de ficar parada e começar a pensar na minha vida, e então o desespero volta.
Mas agora pelo menos eu posso fazer as coisas que costumo fazer, e não apenas olhas para um nada pensando e pensando. Acho que o certo é pensar menos e viver mais, né. Viver é só uma vez... Ou não. Quem sabe?
O que eu gostaria agora é que as aulas começassem logo, e olha que o Natal e o Ano-Novo nem chegaram ainda. Nunca fiquei desse jeito nas férias, alguma coisa está acontecendo comigo, mas até que é interessante. Não sei o que vai se seguir no futuro, mas eu sei que não vai acabar agora.

São em momentos como esse que começo a questionar minha memória.
Nós podemos esquecer de coisas importantes na nossa vida e nem saber que esquecemos. Às vezes, não é só ler isso para sentir de verdade o que significa. Porque, pensando bem, se a gente esquece, não tem nem como sabermos que esquecemos. Não tem como sabermos o que aconteceu e o que não aconteceu de verdade, afinal nossa memória podem ser ilusões criadas por nós mesmos, inconcientemente, não é? Eu por muitas vezes não sei dizer o que aconteceu e o que não aconteceu. Isso porque de vez em quando confundo sonhos e pensamentos com a vida real, se é que nossa vida é mesmo real.
Isso deve ser culpa da corrupção das pessoas. Quando criança, quantas vezes não me fizeram pensar se eu estava certa ou errada? Por exemplo, uma criança pequena diz à professora que uma outra criança quebrou seu brinquedo de propósito. A professora, sendo corrupta, beneficia a criança malfeitora, já que seus pais são mais poderosos que os pais da criança inocente. A professora diz "Ela não quebrou seu brinquedo. Ela foi brincar com ele, você arrancou-o das mãos dela e assim o brinquedo se quebrou. Mas eu te perdôo. Hihihihi.". Então a criança começa a pensar "será que eu imaginei isso?" e essas coisas, até que uma hora ela não lembra mais o que aconteceu e este injusto fato fica no passado.
Puxa, eu que comecei falando do meu bem-estar, acabei parando em uma crônica infantil. Acho que por hoje já chega.

~Venesigno.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

De repente eu acordo e vejo o que eu fiz até agora.
Eu? Eu que fiz isso?
Nooossa.
Mas estaria este meu eu tentando me desprezar?
Ou então seria o meu outro eu que sonha de mais, e acaba misturando isso com a vida real?
Meu Deus... Whatever.
Embora as duas expressões acima tenham sido ditas por dois "eus" diferentes, que estão conflitando, continuo sendo uma pessoa só.
Uma pessoa que acha que existem mais de um aqui dentro.
Será que eu acho isso... Ou estou mentindo?
Não tenho mais certeza nem do que eu penso...

~Venesigno.

Isso é música para meus ouvidos...

Muito bem, uma coisa que sempre tentei entender é o gosto musical das pessoas.
Às vezes elas, impropositalmente, deixam-se levar pela imagem da banda ou o clipe e acabam gostando de uma música. Mesmo que ela seja horrível e/ou a letra vá contra seus conceitos.
Isso, eu espero, nunca aconteceu comigo. Afinal, eu não sou de assistir canais de música, onde passam dezenas de clipes um seguido do outro. Ganho mais assistindo aquela porcaria de Pânico. Perdoe-me se tem alguém que gosta aqui, é minha opnião, até que o programa é engraçado às vezes.
Quando me pedem pra ouvir uma música, eu vou no You Tube, procuro pela música e a ouço. E não, não vejo o clipe, apenas às vezes... Afinal podem me perguntar do clipe também, né. Não sei, às vezes um clipe pode distorcer a impressão que eu tenho de uma música. Acontece o contrário também.
Mas o que eu não entendo muito bem como as pessoas (alguma delas) podem gostar de músicas onde o rítimo é até meio enjoativo e a letra só fala de garotas chamando à si mesmas de burras e outros termos que prefiro não citar aqui. "Uau".
Talvez gostem para poder "ser alguém na sociedade", coisa e tal. Mas agora eu me pergunto, de onde vem a idéia de fazer uma música assim? Talvez, à algum tempo atrás, existiam músicas com letras do tipo, mas o rítimo era legal pelo menos.
Eu gosto da música "Mulher de Fases" do Raimundos. A letra até que me agrada, se eu não ver a imagem da banda. E adoro o som dos instrumentos.
Não é interessante?

~Venesigno.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Conheci uma Pessoa

Conheci uma pessoa hoje.
É um garoto mais ou menos de minha idade.
Ele é parecido comigo, por isso gosto de decifrá-lo.
Mas ele ainda não me levou daqui. Estou esperando para conhecê-lo pessoalmente, apesar de tudo ser uma ilusão que faço para me divertir, e depois sofrer em uma pequena e curta agonia.
Talvez seja este o meu tipo: Parecido comigo, com alguns mistérios que eu terei de trabalhar para desvendá-los. E que me compreenda, assim como eu mesma farei. Ai, ai.
Estaria eu apaixonada?

~Venesigno.

Oi

Eu sou Venesigno.
Ou melhor, eu sou a Venesigno.
Claro, este não é meu nome. Mas sempre quis ter um blog assim, anônimo.

O tédio é uma coisa horrível, que nos obriga à pensar.
Isso não é ótimo? Pensar é muito bom para desenvolver o raciocínio! Besteira.
Pensar demais deve fazer mal. Deve ser assim que algumas pessoas enlouquecem. Ficar questinando a própria existência não faz bem pra ninguém. Quem fica feliz de perceber "oh, agora que me dei conta, milhões de pessoas não sabem que eu existo! Eu sou insignificante para elas! Uhu!"?! Claro, tem muita gente que prefere ficar "nos bastidores", muita gente que é reservada, muita gente que se contenta sabendo que pelo menos as pessoas que ele ama sabem de sua existência. Mas eu, mesmo sendo reservada e blá, blá, blá, não gosto de ficar nos bastidores, e não gosto de pensar que sou insignificante. Fico muito feliz que as pessoas que amo sabem que eu existo, fico muito feliz de ter tudo o que preciso para viver e um pouco mais, mas e o meu outro eu, que fala agora? Nossa, nem eu sei o que estou dizendo.

Seja como for, eu quero ser alguém. E quem achar que eu não sou ninguém, faça-me o favor de vir até mim que eu enfio esse ninguém no meio da sua cara.

~Venesigno.