segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Não acreditem em tudo que vêem... Sério.

O destino sempre me reserva bizarros acontecimentos e ironias pessoais, pra combinar comigo.
Claro, se esse lance de destino realmente existir...
Tem tanta gente que simplesmente fala "olha, pra mim, nada acontece por acontecer", só pra parecer bonitinho... Pra mim, sei lá se destino existe ou não... Só devemos ter em mente que coisas acontecem porque existem pessoas agindo no mundo, reações, tantos fatores que fazem o mundo girar. Pra ilustrar um pouco a idéia, é como aquele ditado popular "o bater de asas de uma borboleta aqui pode causar um furacão lá", claro, acho difícil um bater de asas realmente causar um furacão, talvez indiretamente... De qualquer forma, presumo que vocês entenderam.

Falando em fazer as coisas parecerem bonitinhas, lembrei de uma coisa que aconteceu comigo faz tempo, nem tinha o blog:
Num finzinho de aula, uma professora estava aproveitando o tempo que sobrou e resolveu mostrar aquelas mensagenzinhas e imagens que vêm em e-mails. Ela estava lá, feliz mostrando pra gente aquela apresentação feita no power point. Aí lá foi eu acabar com a alegria dos outros... Chegou numa imagem que eu tinha visto no e-farsas (um site que faz pesquisas e descobre que notícias são mentiras ou verdades e que imagens são montagens ou não), e eu sabia que aquela imagem não passava de uma montagem... Aí eu falei "oh, eu já vi num site que isso na verdade é blá blá blá blá blá". O pessoal falou "ah, legal", e continuamos por nossa aventura.
Aí chegou numa imagem que é até bem famosa, é aquela foto de uma mãozinha de bebê segurando no dedo de um médico, e veio junto dessa foto a mensagem "Essa foto foi tirada numa operação onde a vida do bebê estava em jogo. Quando o médico ia fechar o corte feito na barriga da mãe, a criança colocou sua mãozinha para fora e segurou o dedo do médico, como se tivesse pedindo uma segunda chance para viver. O fotógrafo que acompanhava a operação pôde tirar uma foto, e aqui está ela. Hoje o bebê vive e blá blá...", e os alunos ficaram impressionados, e a professora fazendo maior propaganda da cena. Até que eu falo "oh, também tinha visto essa imagem num site, na verdade o médico estava fazendo uma operação, e nessa parte ele foi chegar os reflexos do bebê, então-"... Eu fui ignorada pela classe inteira, a professora só falou "Eh", rs.
Isso mostra como as pessoas às vezes preferem se iludir... Eu, na minha situação, fiquei rindo né... Pelo menos me fez sentir superior, rs. Acho que todos precisamos de algo pra se apoiar. Histórinhas bonitas, destino, religião... A raça humana tem um fardo muito grande pra carregar, tem que suportar os próprios pensamentos... Não vejo problemas em querer uma motivação de vez em quando.
~Venesigno.

* Para quem quiser ver no e-farsas aquele e-mail do bebê,

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Sem muitas novidades...

Olá,
Esses dias têm sido muito bons para mim.
E talvez eu comece a fazer aulas para aprender a mexer no Macromedia Flash, sempre quis fazer uma aula do tipo, então acho que eu vou gostar bastante!
Espero que as coisas cotninuem assim. Tudo bem que quando eu estou... Hã... Normal, não tenho tanta vontade de postar aqui.
Queria colocar aqui no blog um poema que fiz para a escola, mas não vou poder, afinal, o blog é anônimo...
Bem, não tenho muito o que falar... Resumindo, tudo parece continuar no mesmo, mas os dias estão mais felizes...
De vez em quando deixo indiretas pelo nick do msn, todos perguntam sobre as indiretas, menos as pessoas que me interessam, é sempre desse jeito, rs.
Sem mais,
~Venesigno.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Histórinhas de Venesigno

Hoje eu acordei bem. Acho que melhorei finalmente... Como o mundo é lindo!
Bem, ontem eu havia feito um desenho infantil (propositalmente) e escrito em cima "ThE bigesT dreAm", e embaixo "thAT doEsn'T exisT...?" com letras macabras, acho que ficou legal e significa muitas coisas pra mim. Ah, o significado dessa frase é "O maior sonho que não existe...?", e o desenho é uma garota olhando melancólicamente para cima, com uma das mãos no coração, e a outra encostando na parede de espelho que tem atrás dela, e no espelho, como se fosse um reflexo, um garoto na mesma posição. Nessa mesma folha eu escrevi coisas que podem me ajudar futuramente.
Hoje, como se fosse uma continuação daquele desenho, fiz no mesmo estilo um "I KiSsed tHe dReam (oR Boy?)", o desenho de uma garota beijando um espelho, "froM thE oTheR siDe.", ou seja, "Eu beijei o sonho (ou garoto?) do outro lado". Vou explicar. Como quem acompanha meus posts deve saber (ou seja, praticamente uma ou duas pessoas, rs), eu tenho "medo de espelhos", é algo do meu... problema. Hoje eu olhei pro espelho e finalmente encontrei meus olhos do outro lado, figuramente falando, claro. E então eu automaticamente lembrei do desenho que tinha feito, e então, sem pensar, "me" beijei. Isso deve estar parecendo ridículo, mas esses dias eu não conseguia ficar me encarando por muito tempo no espelho, e eu pensei no meu "sonho". Falando assim deve estar estranho, mas foi uma cena fofa (se bem que não sou muito confiável pra falar isso).
Hã... Tenho que ir agora, quase que me flagaram digitando aqui, então até mais.
~Venesigno.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Voltando...

Olá, faz tempo que não venho aqui, hehe.
Não aconteceu nada que senti necessidade de contar, então... Não contei. Hehe.
Hoje foi um dia meio ruim pra mim. Comecei feliz e blá blá blá, primeira aula ok, depois só fazia (desculpe o termo técnico) cagada atrás da outra. Aí comecei a pensar em como minha vida era simples e tranqüila antes das férias de verão, em como eu estava feliz comigo, meus amigos, o mundo era simpático e as pessoas não diziam insultos que não sabia se devia considerá-los ou não. Bons tempos, bons tempos.
Hoje, além das cagadas e dos meus pensamentos impulsivos depressivos, enquanto eu respondia uma questão na lousa na frente da classe e o pessoal fazia bagunça, gritaram me chamando de " gostosa!". Ficou meio confuso, mas foi algo como "Fulana gostosa!", em tom irônico. Sinceramente eu não sou muito diferente das minhas amigas, mas eu tenho certeza que não fariam isso com a minha amiga "Ciclana", só porque ela é mais sociável (também conhecido como "popular") que eu... Bem, eu não sabia se deveria considerar como "ele fez brincando, faz parte da natureza retardada dele e de sua necessidade de aparecer" ou como "tem razão, eu sou uma fracassada que leva insultos o tempo todo sem fazer nada, vou ficar aqui sentada enquanto vocês podem usar essas pedras à sua esquerda para se divertirem jogando-as em mim". De qualquer forma, a professora presente mandou o garoto pra diretoria ao invés de apenas ignorar mais um alvoroço. Sério, achei totalmente sem lógica ela mandá-lo pra fora, já que, se ela apenas tivesse feito de conta que não ouviu, o resto da classe não teria dado bola, não teriam olhado para meu rosto para checar como eu estava diante da situação, não teríamos que ter parado a aula (e dessa forma eu não ficaria parada na frente de todos esperando um garoto sair da sala), e ela nem ao menos foi com ele até a diretoria, claro que se ela fosse seria pior pra mim, que ficaria com cara de tacho lá parada, mas como ela não foi com ele, ele provavelmente se safou de uma aula chata e ficou no corredor de papo pro ar.
Pensando agora, será que ela fez isso porque eu aparento ser fraca ou algo do tipo? Sei lá, na 5ª série meus amigos achavam que eu era que tinha mais chances de ser possuída... Tá, não vem ao caso e é uma loooonga história, mas se tem uma coisa que eu NÃO sou é fraca... Depois do que aconteceu hoje é óbvio que eu não ia começar a chorar lá no meio, ou então é óbvio que eu não ia lá na diretoria falar "ah, e minha professora não fez nada, ela ficou só olhando", afinal eu nem me ofendi tanto e isso seria um tanto infantil...
Tá, pulando esse humilhante episódio, vamos para a parte melancólica do post...
Meu pai buscou eu e meu irmão hoje na escola, e como ele tava em horário de almoço, tínhamos que ser rápidos... Assim que a aula acabou, arrumei meu material e tirei meu celular do vibratório. Olhei o visor do celular, "uma chamada perdida", era meu pai, liguei pra ele (a ligação estava péssima) e ele disse que estava no portão principal esperando-nos. Desci as escadas voando, corri pelo corredor empurrando pessoas e pedindo licença (e de vez em quando desculpas), até que finalmente cheguei no carro. Meu pai tentava falar com meu irmão pelo celular, e pelo jeito a ligação deles também estava ruim. Ele desligou e comentou que o trânsito naquele horário é uma loucura (não era um tom exatamente simpático), e depois de uns segundos esperando meu irmão, ele perguntou se ele estava vindo e disse que não tinha o visto no corredor. Cinco segundos depois ele chega e entra no carro, e então meu pai fala "Nesse horário aqui fica cheio de gente, é horrível pra pegar vocês", pausa, "Meus filhos são os mais lerdos também", em tom de decepção e ameaça. Olha, pode até parecer bobeira pra vocês, mas vocês não sabem como isso doeu em mim. Eu não agüentei mais, eu olhava para os alunos saindo pelo portão, vi alguns que havia ultrapassado chegando bem depois de mim, eu pensei "como ele pode dizer isso, eu quase caio na escada, eu levo ele à sério e o respeito, tanto que corri para chegar rápido aqui, por qu...", eu tinha que falar alguma coisa, eu apenas disse "Mas eu vim correndo...", inútil. Eu não podia mais agüentar, meus olhos se encheram de água, não podia chorar, não podia chorar... Até que de repente duas gotas escorreram pelo meu rosto. Pelos meus posts até parece que meus pais são pessoas insensíveis, mas é meio difícil essas coisas acontecerem, por isso eu fico tão abalada. Parece até que às vezes eles vão vêem o quanto eu me esforço para fazer boas coisas, e no final eles acabam me repreendendo por uma coisa que eu fiz por eles... Nossa, eu fiquei acabada, eu queria muito alguém pra me consolar, pra falar que está tudo bem... Não falei isso pra ninguém, ninguém me consolou. Sei lá, nem precisam saber o motivo, só queria ouvir que vai ficar tudo bem, que as coisas vão ficar legais de novo, que as pessoas podem me sentir aqui... Eu me sinto tão sozinha às vezes... Por isso que hoje fiquei muito feliz de descobrir um amigo que é bem parecido comigo em alguns aspectos.
Bem, por hoje vou escrever só isso, queria escrever mais algumas coisas mas vou deixar pra outro dia. Obrigada por me "ouvirem".
~Venesigno.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Há um bloqueio

Olá.
Descobri que não devo ter me recuperado totalmente de ontem. Pela internet, no começo estava meio insegura, mas depois consegui me relacionar normalmente. Porém, hoje, não faz muito tempo, uma amiga minha me ligou. Além de eu ter tido um "ataque de espirros" no momento, algo me empedia de falar como costumo. Sei lá, meu jeito irônico porém otimista estava lá, mas duas coisas faziam com que eu não conseguisse nem pensar no que dizer. A primeira coisa eram os espirros, óbviamente, a segunda eu não faço idéia. Eu fiquei bem desconfortável, e acho que a minha amiga se chateou comigo. Fiquei chateada, já que o assunto me interessava. Tudo o que consegui responder além das coisas básicas como o "sim" e o "não" foi uma frase que, do mesmo jeito, soou forçada. Ela me falava de que algo maravilhoso que ela sempre sonhava aconteceu, e por isso ficou muito surpresa e feliz, nem conseguiu conter uma risada. "Puxa, mas isso é bem legal (segurando espirro), algo que você sonhava acontecer de verdade!". Ah, eu também queeero.

~Venesigno.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Estou doente

Ontem eu passei mal, estava com dor de cabeça e dor no corpo, tossia, além de que estava desanimada. Em alguns períodos eu ouvia música e me animava, e automaticamente toda a dor passava, mas passado um tempo eu fica meio mal novamente... Passei grande parte do dia na cama, pensando, me torturando por confundir pensamentos com realidade.
No dia seguinte (hoje), acordei tossindo. Desliguei o despertador e sentei na cama. Podia perceber que ainda não estava muito bem, e, como sempre, comecei à imaginar se meu despertador estava atrasado, ou se eu dormi por dois dias (essa foi até meio idiota, por motivos óbvios), essas coisas. Fui me arrumar para mais um dia, e decidi não ouvir música enquanto o fazia, talvez este tenha sido um erro.
Pulando algumas partes, esse foi um dia que parecia não existir. Eu não queria estar lá. Minha voz sempre saia baixa, como se pedisse para a ignorarem. Meus olhos olhavam as pessoas descaradamente, como se elas não pudessem me ver. Eu ignorava frases, e apenas fazia o que tinha que fazer. E, o pior, o que me deixava doente, desconfortável e gelada, era o fato de que me sentia como se meus sentimentos tivessem me abandonado e que nada valia à pena. Como as palavras que escrevi durante uma aula: "É como se tudo estivesse branco e preto, e como se meus sentimentos tivessem me abandonado".
Tentei ouvir música no recreio, sem muito sucesso, porém ouvir fatos engraçados de um amigo meio que me despertou. Ainda não estava muito bem, mas o mundo não era mais uma escala de cinza em movimento.
Quando minha mãe me buscou na escola, fomos em um cliente dela. Depois, nos desentendemos, e ouvi um 'delicioso' "Eu criei você muito mal", após eu tentar ser especialmente educada, sem a atrapalhar.
Tirando 95,9% das coisas que aconteceram hoje, meu dia até que foi bom. Ele ainda não acabou, mas gostaria que acabasse.

~Venesigno.