quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Pobres crianças

Acho que finalmente voltei ao normal, mas eu sei que não vai ser por muito tempo.
Tenho até um pouco de medo de ficar parada e começar a pensar na minha vida, e então o desespero volta.
Mas agora pelo menos eu posso fazer as coisas que costumo fazer, e não apenas olhas para um nada pensando e pensando. Acho que o certo é pensar menos e viver mais, né. Viver é só uma vez... Ou não. Quem sabe?
O que eu gostaria agora é que as aulas começassem logo, e olha que o Natal e o Ano-Novo nem chegaram ainda. Nunca fiquei desse jeito nas férias, alguma coisa está acontecendo comigo, mas até que é interessante. Não sei o que vai se seguir no futuro, mas eu sei que não vai acabar agora.

São em momentos como esse que começo a questionar minha memória.
Nós podemos esquecer de coisas importantes na nossa vida e nem saber que esquecemos. Às vezes, não é só ler isso para sentir de verdade o que significa. Porque, pensando bem, se a gente esquece, não tem nem como sabermos que esquecemos. Não tem como sabermos o que aconteceu e o que não aconteceu de verdade, afinal nossa memória podem ser ilusões criadas por nós mesmos, inconcientemente, não é? Eu por muitas vezes não sei dizer o que aconteceu e o que não aconteceu. Isso porque de vez em quando confundo sonhos e pensamentos com a vida real, se é que nossa vida é mesmo real.
Isso deve ser culpa da corrupção das pessoas. Quando criança, quantas vezes não me fizeram pensar se eu estava certa ou errada? Por exemplo, uma criança pequena diz à professora que uma outra criança quebrou seu brinquedo de propósito. A professora, sendo corrupta, beneficia a criança malfeitora, já que seus pais são mais poderosos que os pais da criança inocente. A professora diz "Ela não quebrou seu brinquedo. Ela foi brincar com ele, você arrancou-o das mãos dela e assim o brinquedo se quebrou. Mas eu te perdôo. Hihihihi.". Então a criança começa a pensar "será que eu imaginei isso?" e essas coisas, até que uma hora ela não lembra mais o que aconteceu e este injusto fato fica no passado.
Puxa, eu que comecei falando do meu bem-estar, acabei parando em uma crônica infantil. Acho que por hoje já chega.

~Venesigno.

Um comentário:

Diego Schreiber disse...

Até mesmo agora e sempre teremos este pensar sobre certo e errado ... gostaria de ter um filho e cuidar dele, ensinar coisas que não aprendi naquela época é bom voltar ao passado
tenho muita nostalgia escutando musica